Archive for category Filosofia
De dentro para fora…
Posted by Método DeRose São Bernardo in Ação efetiva, Filosofia on 18/10/2011
Parabéns aos novos graduados!
Posted by Método DeRose São Bernardo in Eventos, Filosofia, Fotos, Programação on 28/09/2011
Vinícius Silva, Margarete Serbino, Letícia de Morais, Nathalia Fernandes, Mônica Victorino, Caroline Pessoa, Igor dos Santos, Antônia do Carmo e Mirele Lanfredi galgaram um degrau a mais na Escala Evolutiva.
Certificação da Unidade São Bernardo
Posted by Método DeRose São Bernardo in Empresas, Filosofia on 28/09/2011
Nesse mês de setembro recebemos a especial visita da Profa. Fernanda Neis e da Instra. Heloiza Gabriolli para a avaliação da nossa escola.
Existem três categorias de escolas: agregada, credenciada e certificada. Tivemos o privilégio de receber a certificação para utilizar o Método DeRose, que hoje representa o que há de mais alinhado com os conceitos e técnicas dessa Cultura.
Nesse momento feliz, contamos com o carinho das instrutoras Cherrine Cardoso e Marta Peralta Lopes, de Porto Alegre e Portugal, que vieram conhecer a nossa casa.
Curso de Extensão Universitária
Posted by Método DeRose São Bernardo in Cursos, Filosofia on 14/09/2011
Síndrome da Felicidade
Posted by Método DeRose São Bernardo in Artigos, Cultura geral, Filosofia on 07/09/2011
Quando comecei a lecionar Yôga era muito jovem e o caldo de cultura onde o Yôga fermentava era de pessoas espiritualistas, idosas e preconceituosas. Enquanto não conquistei o reconhecimento fora do país e enquanto não fui a Índia durante mais de 20 anos consecutivos, a comunidade relutou em acatar a sistematização do SwáSthya Yôga.
Isso foi extremamente útil, pois descobri que quanto mais me pressionavam, mais força eclodia para reagir e mais realizações afloravam. Desfrutava até de um certo estímulo ao vencer os obstáculos que eram impostos pelos instrutores de yóga mais velhos. Por outro lado, nos períodos em que estava tudo bem, acomodava-me. Se esse período de bonança se prolongava, sentia alguma nostalgia.
Comecei a observar as outras pessoas e notei que a maioria reage da mesma forma. Então elaborei a teoria da Síndrome da Felicidade, registrada em 1969, a qual contribuiu bastante para que pudesse ajudar aos demais em seus conflitos existenciais, conjugais, etc.
A teoria baseia-se no fato de que o ser humano é um animal em transição evolutiva e que, nos seus milhões de anos de evolução, somente há uns míseros dez mil anos começou a construir aquilo que viria a ser a civilização. E só nos últimos séculos, sentiu o gosto amargo das restrições impostas como tributo dessa aventura.
Como animais, temos nossos instintos de luta, os quais compreendem dispositivos de incentivo e recompensa pela sensação emocional e mesmo fisiológica de satisfação cada vez que vencemos, quer pela luta, quer pela fuga (a fuga também é uma forma de vitória, já que o animal conseguiu vencer na corrida ou na estratégia de fuga; e seu predador foi derrotado, uma vez que não o conseguiu alcançar).
Numa situação de perigo, o instinto ordena lutar ou fugir. Quando acatamos essa necessidade psico-orgânica, o resultado na maior parte das vezes, é a saúde e a satisfação que se instala no estágio posterior.
Se não é possível fugir nem lutar, desencadeiam-se estados de stress que conduzem a um leque de distúrbios fisiológicos diversos. Isso tudo já foi exaustivamente estudado em laboratório e divulgado noutras obras.
O que introduzimos nessa Síndrome da Felicidade é a descoberta de um fenômeno quase inverso ao que foi descrito e que os pesquisadores ainda não situaram a contento. Trata-se daquela circunstância mais ou menos duradoura na qual não há necessidade de lutar nem de fugir porque tudo está bem. Bem demais, por tempo demais.
Isso geralmente acontece com maior incidência nos países de grande segurança social e numa proporção assustadora nas famílias mais abastadas.
O dispositivo de premiação com a sensação da vitória, sua consequente euforia e autovalorização por ter vencido na luta ou na fuga, tal dispositivo em algumas pessoas não é acionado com a frequencia necessária. Como consequencia o animal sente falta – afinal é um mecanismo que existe para ser usado, mas não o está sendo – e, então, ele cai em depressão.
Se quisermos considerar o lado fisiológico do fenômeno, podemos atribuir a depressão à falta de um hormônio, ainda não descoberto cientificamente, que denominei endoestimulina, e que o organismo pára de segregar se não precisa lutar nem fugir por um período mais ou menos longo, variável de uma pessoa para outra.
O cachorro doméstico entra em depressão, mas não sabe por quê. A dona do cãozinho também não sabe a causa da sua própria depressão, já que o processo é inconsciente, porém, seu cérbero, mais sofisticado do que o do cão, racionaliza, isto é, elabora uma justificativa e atribui sua profunda insatisfação a causas irrelevantes. Não adiantará satisfazer uma suposta carência, imaginariamente responsável pela insatisfação ou dperessão: outra surgirá em seguida para lhe ocupar o lugar e permitir a continuidade da falsa justificativa. O exemplo acima poderia ser com pessoas de ambos os sexos e de todas as idades, mas, para ocorrer, é preciso que a pessoa seja feliz.
Resumindo, quando o ser humano está tendo que lutar por alguma coisa não há espaço em sua mente para se sentir infeliz. Se ele não pode lutar nem fugir, primeiro sobrevêm reações violentas; depois, a apatia e a somatização de várias doenças. Mas se está tudo bem, bem demais, por tempo demais, o indivíduo começa a sentir infelicidade por falta do estímulo perigo-luta-e-recompensa. Como isso ocorre em nível do inconsciente, a pessoa tenta justificar sua infelicidade, atribuindo-a a coisas que não teriam o mínimo efeito depressivo em alguém que estivesse lutando contra a adversidade.
Exemplos:
- Na Escandinávia, onde a população conta com uma das melhores estruturas de conforto, paz social, segurança pessoal e estabilidade econômica, é onde se verifica um dos maiores índices de depressão e suicídio no mundo. Durante a guerra do Vietnam, onde as pessoas teriam boas razões para abdicar da vida, o índice de suicídios foi quase nulo.
- Os países mais civilizados, que não teriam motivos para passeatas e agitações populares, pois nada há a reclamar dos seus governos, com alguma frequencia realizam as mesmas passeatas, mas agora com outros pretextos, tais como a ecologia, o pacifismo ou a defesa dos direitos humanos na América do Sul.
- O movimento em defesa dos direitos da mulher surgiu justamente no país onde as mulheres tinham mais direitos e eram mesmo mais poderosas que os homens: os Estados Unidos. Lá, onde tradicionalmente se reconhece a imagem de superioridade da esposa com o rolo de massa dando no marido que tenta se explicar, justo lá, foi onde as mulheres reclamaram contra a sua falta de liberdade e de igualdade. Já na Itália, Espanha, Portugal, América Latina, Áasia, países muçulmanos e outros onde a mulher poderia ter motivos na época para reclamar, em nenhum deles ela se sentiu tão violentamente prejudicada nos seus direitos quanto nos Estados Unidos.
Assim, sempre que algum aluno ou aluna vinha chorar as mágoas, explicava-lhe nossa teoria da Síndrome da Felicidade e concluía dizendo:
- Se você se sente infeliz sem razão, talvez seja porque você é feliz demais e não está conseguindo metabolizar sua felicidade. Algo como indigestão por excesso de felicidade. Pense nisso e pare de reclamar da vida. Procure algum ideal, arte, filantropia e comece a ter que lutar por isso. Nunca mais precisará de Prozac.
Texto extraído do livro Tratado de Yôga, do Mestre DeRose.
21 dias sem reclamar
Posted by Método DeRose São Bernardo in Ação efetiva, Filosofia on 10/05/2011
Uma reclamação subcomunica duas coisas: você é um bebezinho e espera que o tudo esteja perfeito para se sentir bem; você é passivo diante do mundo, não é do tipo que age para deixar as coisas ao seu gosto, prefere ficar se queixando a tomar uma atitude.
Com vontade de criar um mundo melhor, nasceu o projeto Complaint Free World (um mundo livre de reclamações). O desafio é simples: você consegue ficar 21 dias sem reclamar? Para ninguém. Sobre absolutamente nada.
Segundo eles, leva 21 dias para a maioria das pessoas implantar um novo hábito. Exatamente o tempo do desafio. Portanto, depois dele são grandes as chances de você se tornar uma pessoa mais agradável ao mundo, definitivamente.
Para simbolizar a jornada, eles vendem uma pulsiera com a inscrição ” A Complaint Free World” ( já há mais de 8,4 bilhões delas pelo mundo) e oferecem um widget que acompanha o progresso. O prejeto não precisa ser individual, estão fazendo isso em escolas, empresas e instituições inteiras.
E aí topa o desafio?
Fonte: Blog do DeRose
Como a Nossa Cultura influenciou o mundo: o chai
Posted by Método DeRose São Bernardo in Filosofia, Gourmet on 03/05/2011
Texto extraído do Blog do DeRose: www.metododerose.org/blogdoderose
Em 1975 viajei à Índia pela primeira vez. Depois, anualmente durante vinte e quatro anos. Ao retornar da primeira viagem, comecei a oferecer o chai aos alunos. Todos gostaram, mas a ideia não pegou. Eu só tinha uma escola e no Rio de Janeiro, na época, argumentava-se que o chai era quente e não deveria servir para o Rio, que tinha elevadas temperaturas. Eu contra-argumentava que se fosse assim, ninguém deveria tomar cafezinho quente e isso era (e ainda é) uma mania nacional.
Passaram-se os anos, repetiram-se as viagens à Índia e eu insistia no chai. A nossa rede cresceu e expandiu-se por quase todo o país, bem como por Portugal, Argentina e, mais tarde, pela França, Inglaterra, Itália, Espanha, Estados Unidos etc.
Mas, curiosamente, embora todos declarassem que gostavam do chai, a ideia não pegava. O paradigma ocidental contemporâneo era de que uma escola de hinduísmo no Ocidente tinha que ter chazinho naturéba. Você sabe: aquelas infusões muito boas para a saúde, mas com gosto ruim. Acontece que não trabalhamos com terapia, nem com gente doente. Mas o pior era o fato de que esse costume constituía um falso estereótipo e nós somos contra estereótipos, especialmente os falsos.
Um dia perdi a paciência e disse que a escola que insistisse em servir “chazinhos” naturébas não estava alinhada conosco. Que o chá da Índia era o chai e que eu não queria ver outro que não fosse o chai nas nossas escolas. Aí, funcionou! Todas as nossas escolas começaram a servir o chai e assim o fizemos durante alguns anos.
Pouco a pouco, vimos aparecer o chai nesta e naquela casa de chá, bem como em alguns restaurantes mais finos. Mais algum tempo se passou e o chai se fez presente em algumas entidades culturais. Ele já estava bem popular quando a rede Globo lançou uma novela inspirada na Índia. Nossos milhares de alunos que eram aficcionados do chai exultaram ao ver na TV a nossa bebida institucional. Daí para a frente, passamos a encontrar chai em toda parte, alguns deles intragáveis. Em muitos restaurantes, inseriam no cardápio uma explanação que era a cópia literal dos nossos textos explicativos sobre o chai.
Por tudo o que foi descrito, julgamos que fomos nós que introduzimos o chai no Brasil, Argentina e Portugal.
Como preparar o chai
(texto extraído do nosso livro “Alimentação biológica”)
Na Índia, o chai é feito com leite e, eventualmente, com condimentos. Muitas vezes, vi os hindus preparando o chai na rua. É muito simples.
Eles colocam em uma panela sobre o fogo a quantidade desejada de água, para um copo, dois copos etc. Juntam a quantidade de leite que é quase igual à de água. Colocam a erva do chá preto e o açúcar. Quando sobe a fervura, está pronto! Retiram do fogo e servem.
No entanto, o chá preto não deve ferver porque se torna tóxico. Claro que uma leve fervura não faz mal, porém se puder evitar é melhor. Então, sugiro que você coloque a água para ferver antes, desligue o fogo e – só então – coloque a erva do chá preto, o leite e o açúcar. Açúcar branco, é claro! Na Índia nunca vi o tal de açúcar mascavo. Mas se quiser, tome sem adoçar, pois o adoçante artificial é execrável.
Masala tea, ou masala chai, é o que leva especiarias. Existe um composto que se pode encontrar em alguns importadores de condimentos, denominado tea masala. Masala (pronuncie “massála”) é masculino e significa blend. Basta colocar um pouco do pó, a gosto.
Ginger tea, ou ginger chai, é feito com gengibre, o qual deve ser cortado em fatia finas ou ralado e posto na água que vai ferver. Nesse caso, deixamos ebulir alguns instantes para retirar o sabor e os princípios ativos do gengibre, antes de prosseguir na confecção do chai.
Para variar e também para dar uma refrescada no hálito, pode-se acrescentar cardamomo. Ou em pó, ou em sementes. Neste caso, retiramos as sementes da palha e esmagamo-las com uma faca ou pilão.
É de bom tom coar antes de servir, a fim de evitar fragmentos do gengibre ou do cardamomo.
Use um tipo de chá preto forte. As marcas inglesas costumam ser as melhores e são produzidas na Índia. Os melhores chás ingleses são do tipo Assam e Darjeeling, pois deixam o chai encorpado, com boa cor, aroma e sabor. Os chás pretos sul-americanos não devem ser utilizados porque são muito fracos e têm um sabor bem diferente, em nada aparentado com o do verdadeiro chá preto indiano. No Brasil, os chás indianos ou ingleses são muito caros, mas na Inglaterra e nos Estados Unidos são extremamente baratos. Vale a pena fazer uma viagem para se abastecer.
E um bom chai para você!
Leitura da Semana
Posted by Método DeRose São Bernardo in Cultura geral, Filosofia, Material Didático, Programação on 28/04/2011
Sobre a palestra O Poder das Escolhas…
Posted by Método DeRose São Bernardo in Eventos, Filosofia, Fotos on 26/04/2011
Os participantes curtiram muito a palestra com o Prof. Joris Marengo realizada no mês de abril na Unidade São Bernardo. Abaixo, alguns depoimentos:
“Apenas uma hora de palestra para horas de reflexão. Muito bom!” Wilian de Melo
“A palestra foi ótima. Como uma sementinha plantada no interior de cada um, que com a nossa prática irá germinar até aflorar novas coisas, caminhos, escolhas…” Patrícia Castillo
“Impressionante ver os olhinhos brilhantes na saída…gente com vontade de transformar-se em pessoas ainda melhores.” Vilma Teles
“Excelente palestra! Esta só fez ampliar o meu conhecimento e agradecer por fazer parte deste “pedacinho do céu.”" Mariana Samelo
Silencio
Posted by Método DeRose São Bernardo in Filosofia on 21/10/2010
El reposo que acompaña la ausencia de sonidos es algo que se llega a añorar intensamente cuando se vive en un universo de altos decibeles. El silencio está emparentado con la reflexión, y puede dar lugar tanto al sosiego como a la inquietud, dependiendo de la predisposición del momento.
Al evocar el descanso en silencio, reconocemos que no hay una desaparición total de los estímulos sonoros sino una presencia muy sutil de mínimos ruiditos, como para acentuar el contraste. El bosque o el campo son ejemplos de lugares con silencios mínima pero definitivamente poblados.
El equivalente a la retirada sonora en el campo visual podría ser la desaparición de las imágenes. No obstante, se observa el mismo fenómeno mencionado a nivel auditivo: a veces es más reparador apreciar un amplio paisaje, donde la mirada pueda perderse, que simplemente cerrar los ojos y abandonarse a la oscuridad.
El cuerpo también puede estar en silencio: la inmovilidad total y consciente, distinta del estado de sueño, en la cual es posible percibir los ínfimos movimientos de la musculatura interna e incluso de los órganos, se asemeja a la quietud de un paisaje al atardecer, en ese momento en que los ruidos del día dan paso sigilosamente a la sordina de la noche.
¿Y el pensamiento, puede enmudecer momentáneamente? Por un lado, es la herramienta más poderosa, porque permite vivenciar estados con la simple evocación, sin necesidad de trasladarse físicamente a ningún otro sitio. La descripción de un sonido o de un paisaje genera de manera refleja la imagen y el estado asociado. El pensamiento es como la cuerda de un arco de tiro: cuanto más se tense la cuerda, enriqueciendo la imaginación, tanto más lejos podrá llegar la flecha del silencio mental. La propia imaginación, entonces, es utilizada como punto de partida para lograr un completo estado de aquietamiento.
Como explica DeRose, la mente es como un niño: decíle que, si se queda quieta por cinco minutos, le concederás la dispersión que pide, ya sea leer un libro, llamar a alguien, salir de casa, en fin: cualquier cosa que caracterice a la distracción. Una vez prometido, cumplí. Vas a ver que la mente se comportará exactamente como un niño y se aquietará bajo la expectativa de la recompensa. Repitiendo este proceso, notarás que cada día, entre una dispersión y otra, los intervalos van alargándose, y que cada vez se hace más fácil traer la mente de vuelta a aquietarse. DeRose, Meditação.
(Texto de Yael Barcesat, Calidad de vida en práctica)







