Archive for category Cultura geral

Concertino…

O sábio não cria a cultura:
ela se forma naturalmente na sua presença.
Vinoba Bhave

Ficamos honrados de ter em nossa casa pessoas que se dedicam a tornar a vida mais bela através da arte, como o nosso aluno Fernando de Oliveira, compositor, professor e clarinetista.

Sua obra, um concertino para quinteto de clarinetes, cordas e percussão tocada pela orquestra sinfônica de Campinas sob a regência do maestro suiço Karl Martin:

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Síndrome da Felicidade

O que é pior: ser infeliz ou estar convencido disso?
DeRose

Quando comecei a lecionar Yôga era muito jovem e o caldo de cultura onde o Yôga fermentava era de pessoas espiritualistas, idosas e preconceituosas. Enquanto não conquistei o reconhecimento fora do país e enquanto não fui a Índia durante mais de 20 anos consecutivos, a comunidade relutou em acatar a sistematização do SwáSthya Yôga.

Isso foi extremamente útil, pois descobri que quanto mais me pressionavam, mais força eclodia para reagir e mais realizações afloravam. Desfrutava até de um certo estímulo ao vencer os obstáculos que eram impostos pelos instrutores de yóga mais velhos. Por outro lado, nos períodos em que estava tudo bem, acomodava-me. Se esse período de bonança se prolongava, sentia alguma nostalgia.

Comecei a observar as outras pessoas e notei que a maioria reage da mesma forma. Então elaborei a teoria da Síndrome da Felicidade, registrada em 1969, a qual contribuiu bastante para que pudesse ajudar aos demais em seus conflitos existenciais, conjugais, etc.

A teoria baseia-se no fato de que o ser humano é um animal em transição evolutiva e que, nos seus milhões de anos de evolução, somente há uns míseros dez mil anos começou a construir aquilo que viria a ser a civilização. E só nos últimos séculos, sentiu o gosto amargo das restrições impostas como tributo dessa aventura.

Como animais, temos nossos instintos de luta, os quais compreendem dispositivos de incentivo e recompensa pela sensação emocional e mesmo fisiológica de satisfação cada vez que vencemos, quer pela luta, quer pela fuga (a fuga também é uma forma de vitória, já que o animal conseguiu vencer na corrida ou na estratégia de fuga; e seu predador foi derrotado, uma vez que não o conseguiu alcançar).

Numa situação de perigo, o instinto ordena lutar ou fugir. Quando acatamos essa necessidade psico-orgânica, o resultado na maior parte das vezes, é a saúde e a satisfação que se instala no estágio posterior.

Se não é possível fugir nem lutar, desencadeiam-se estados de stress que conduzem a um leque de distúrbios fisiológicos diversos. Isso tudo já foi exaustivamente estudado em laboratório e divulgado noutras obras.

O que introduzimos nessa Síndrome da Felicidade é a descoberta de um fenômeno quase inverso ao que foi descrito e que os pesquisadores ainda não situaram a contento. Trata-se daquela circunstância mais ou menos duradoura na qual não há necessidade de lutar nem de fugir porque tudo está bem. Bem demais, por tempo demais.

Isso geralmente acontece com maior incidência nos países de grande segurança social e numa proporção assustadora nas famílias mais abastadas.

O dispositivo de premiação com a sensação da vitória, sua consequente euforia e autovalorização por ter vencido na luta ou na fuga, tal dispositivo em algumas pessoas não é acionado com a frequencia necessária. Como consequencia o animal sente falta – afinal é um mecanismo que existe para ser usado, mas não o está sendo – e, então, ele cai em depressão.

Se quisermos considerar o lado fisiológico do fenômeno, podemos atribuir a depressão à falta de um hormônio, ainda não descoberto cientificamente, que denominei endoestimulina, e que o organismo pára de segregar se não precisa lutar nem fugir por um período mais ou menos longo, variável de uma pessoa para outra.

O cachorro doméstico entra em depressão, mas não sabe por quê. A dona do cãozinho também não sabe a causa da sua própria depressão, já que o processo é inconsciente, porém, seu cérbero, mais sofisticado do que o do cão, racionaliza, isto é, elabora uma justificativa e atribui sua profunda insatisfação a causas irrelevantes. Não adiantará satisfazer uma suposta carência, imaginariamente responsável pela insatisfação ou dperessão: outra surgirá em seguida para lhe ocupar o lugar e permitir a continuidade da falsa justificativa. O exemplo acima poderia ser com pessoas de ambos os sexos e de todas as idades, mas, para ocorrer, é preciso que a pessoa seja feliz.

Resumindo, quando o ser humano está tendo que lutar por alguma coisa não há espaço em sua mente para se sentir infeliz. Se ele não pode lutar nem fugir, primeiro sobrevêm reações violentas; depois, a apatia e a somatização de várias doenças. Mas se está tudo bem, bem demais, por tempo demais, o indivíduo começa a sentir infelicidade por falta do estímulo perigo-luta-e-recompensa. Como isso ocorre em nível do inconsciente, a pessoa tenta justificar sua infelicidade, atribuindo-a a coisas que não teriam o mínimo efeito depressivo em alguém que estivesse lutando contra a adversidade.

Exemplos:

  • Na Escandinávia, onde a população conta com uma das melhores estruturas de conforto, paz social, segurança pessoal e estabilidade econômica, é onde se verifica um dos maiores índices de depressão e suicídio no mundo. Durante a guerra do Vietnam, onde as pessoas teriam boas razões para abdicar da vida, o índice de suicídios foi quase nulo.
  • Os países mais civilizados, que não teriam motivos para passeatas e agitações populares, pois nada há a reclamar dos seus governos, com alguma frequencia realizam as mesmas passeatas, mas agora com outros pretextos, tais como a ecologia, o pacifismo ou a defesa dos direitos humanos na América do Sul.
  • O movimento em defesa dos direitos da mulher surgiu justamente no país onde as mulheres tinham mais direitos e eram mesmo mais poderosas que os homens: os Estados Unidos. Lá, onde tradicionalmente se reconhece a imagem de superioridade da esposa com o rolo de massa dando no marido que tenta se explicar, justo lá, foi onde as mulheres reclamaram contra a sua falta de liberdade e de igualdade. Já na Itália, Espanha, Portugal, América Latina, Áasia, países muçulmanos e outros onde a mulher poderia ter motivos na  época para reclamar, em nenhum deles ela se sentiu tão violentamente prejudicada nos seus direitos quanto nos Estados Unidos.

Assim, sempre que algum aluno ou aluna vinha chorar as mágoas, explicava-lhe nossa teoria da Síndrome da Felicidade e concluía dizendo:

- Se você se sente infeliz sem razão, talvez seja porque você é feliz demais e não está conseguindo metabolizar sua felicidade. Algo como indigestão por excesso de felicidade. Pense nisso e pare de reclamar da vida. Procure algum ideal, arte, filantropia e comece a ter que lutar por isso. Nunca mais precisará de Prozac.

Texto extraído do livro Tratado de Yôga, do Mestre DeRose.

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Sobre a civilização do Vale do Indo

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Alimentação com Método

Todas as terças-feiras podemos desfrutar de aulas ao vivo com o Educador DeRose.  O conteúdo das aulas fica disponível para download no site www.metododerose.org/webclasses.

Na aula de ontem,   DeRose esclareceu diversos equívocos consagrados pela opinião púbica com relação a alimentação sem carnes.

A alimentação sugerida pelo Método prioriza o sabor, o perfume e a beleza dos pratos ricos em especiarias.

Como referência de bom gosto e sofisticação, inspiramo-nos na culinária indiana, na qual a alimentação não-carnívora escapa de diversos estereótipos ocidentais.

Para conhecer um pouco mais, sugerimos  um site que contém uma quantidade enorme de receitas. Aprenda a fazer naan, chapati, puri e outros pães, chutneys, lassi, paneer, samosa, dal e muitos outros pratos recheados de condimentos.

www.manjulaskitchen.com

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Reflexão de nossa aluna Renata de Souza.

Gostaria de falar sobre o último livro que li, Personal Branding – Construindo Sua Marca Pessoal,  obra do publicitário e grande especialista em marcas Arthur Bender. Ao explicar a diferença entre as estrelas de um segmento, ou seja, dos melhores em uma determinada atividade, e os medianos,  me fez pensar imediatamente nos motivos pelos quais escolhi como meu método de aperfeiçoamento pessoal o Método DeRose, no que se refere ao profissionalismo dos instrutores e professores. Gostaria de transcrever aqui a passagem que se encaixa perfeitamente na descrição da forma de trabalho dos profissionais da Rede, da Unidade São Bernardo sem dúvidas, com quem já convivo há quase dez anos :

“’…é clara a diferença de atitude entre os medianos e as estrelas do segmento. As estrelas capitalizam cada espaço que conseguem e transformam isso em momentos geradores de experiências valiosas com sua marca pessoal – momentos de aprendizado e momentos em que dão um pouco mais de brilho à sua imagem pessoal.

“As estrelas passam o dia todo cavando oportunidades de ir mais à frente, aprender um pouco mais, exercitar um pouco mais, crescer um pouco mais. São inconformadas com o ritmo natural das coisas. Investem o tempo no aproveitamento dos espaços deixados pela concorrência.

“Os medianos, ao contrário, fogem do trabalho de ocupar espaços vazios. As estrelas buscam sempre estar um passo à frente das necessidades do seu setor. Quando os médios chegam lá, elas já estão muito à frente. Pensam como empresas, fazendo investimento de tempo, energia, aprendizado e experiências para colher a longo prazo.

“As estrelas são pró-ativas e estão sempre disponíveis para fazer alguma coisa, por elas e pelos outros. São os que puxam o grupo, dão ideias, estão sempre prontos para ficar mais uma hora, para fazer mais coisas além do previsto. São geradores de novos projetos, de novos programas.

“… as estrelas ignoram as regras não escritas, enfrentam a crítica de muitos, quebram paradigmas e fazem.”

Tenho muito orgulho de trocar experiências e aprender muito com estes profissionais, que sem dúvidas são as estrelas nesta área!

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Ouça o audiobook com o Programa do Curso Básico

Extraído do Blog do DeRose: www.metododerose.org/blogdoderose

Adote esta nova maneira de estudar e de conhecer o SwáSthya, mesmo quando estiver na praia, caminhando, esperando o ônibus, viajando, andando de bike, guiando seu carro, fingindo que está trabalhando…

É o audiobook do livro Programa do Curso Básico. Uma mão na roda para alunos, praticantes, instrutores de qualquer modalidade de Yôga, simpatizantes, curiosos, amigos e desamigos. E a grande vantagem é que o custo é baixíssimo.

Clique na imagem para ampliá-la.

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Leitura da Semana

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Poema

Cobrirás o teu corpo
com o maior silêncio
— aquele que se parece
com os mantos de inverno —.
Então obstruirás
— só por um momento —
aquelas sete portas
por onde o mundo entra.
Atravessa sem medo
as primeiras entradas
como se fosses mundo
penetrando em ti mesmo.
Deixa atrás os sons
melódicos ou rítmicos,
deixa atrás o sussurro
do ar em labirintos.
Ao chegar ao murmúrio
constante do sangue
cruzá-lo com cautela
como a um rio em degelo.
E quando alcançares
o almejado espaço
despirás os ruídos
pois não terão mais causa.
Já não se escutarão
os órgãos vivendo
nem as unhas que crescem
ou a mente pensando.
Serão outros sons
e os verás de perto:
um silêncio estrondoso
embaçado por grilos,
caracóis marinhos
rodeando os teus ouvidos,
a música do Sol
que se infiltra nos poros,
fazendo, germinando,
fabricando a vida.
(Este poema obteve o terceiro lugar no I Concurso de Poesia de São Pedro da Serra, Nova Friburgo, 2007)
Escrito por Anahí Flores
Traduzido por Sonia Monteiro

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Reciprocidade


Na verdade, aos poucos descobrimos que os outros são nossos espelhos
e nos devolvem a luz, as ações e os sentimentos que lhe passamos
— Flávio Souza.

Os zoólogos, observando primatas em cativeiros, notaram a intensa troca de favores entre chimpanzés  e com a intenção explícita de aumentar o leque de vantagens competitivas dos negociantes.

Não é diferente na sociedade dos primatas bípedes  pelados, dos homo sapiens. Aproximamos-nos ou  nos afastamos das pessoas na medida em que a  relação que construímos com cada uma delas nos traga alguma vantagem ou não.

E não estamos apenas falando de interesse financeiro. Este é apenas uns dos muitos interesses que consideramos importantes. Mas existem muitos outros, tais como bom humor, capacidade de ouvir as pessoas, generosidade, solidariedade, lealdade, cultura, boa rede de relacionamentos etc.

Todo o tempo, nosso cérebro ancestral, uma parte muito primitiva da nossa massa encefálica e que não mudou nos últimos 10 mil anos, permanentemente esquadrinha o meio ambiente a procura de vantagens que garantam a sobrevivência individual, de sua prole ou grupo.

Este processo de busca de prerrogativas competitivas funciona para muito além da consciência, é uma ferramenta evolutiva característica dos mamíferos e faz parte do kit de preservação das espécies. Portanto, está presente na sociedade dos leões, das hienas, dos gorilas e dos humanos também.

Mas o indivíduo que busca vantagens, como em qualquer negociação, deve oferecer sempre algo em troca. Pessoas que nada tem a acenar, apresentando um comportamento vampirizador, rapidamente são identificadas e excluídas.

Alguns sinais externos deste perfil comportamental são a auto-piedade, mau humor, introversão, ciúmes, hostilidade gratuita, usura e incapacidade de se colocar no lugar do outro.

Nossa Rede é um exemplo vivo de reciprocidade, o nome que damos aos bons acordos e trocas entre mamíferos.

Cada um de nós deve tornar-se um epicentro de muitos valores de intercâmbio, compartilhados e disseminados, que se conduzidos com a ética que nos é habitual, tornará Nossa Cultura cada vez mais forte, generosa, rica em valores, influência e poder gregário.

(Texto extraído do d’O Blog do Jojó)

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Pontualidade é sinal de boas maneiras

Conheço pessoas que chegam compulsivamente atrasadas em seus compromissos. Imprevistos acontecem, mas essas pessoas sempre têm um motivo para o seu atraso. Tudo é uma questão de organização do tempo e respeito com os demais envolvidos.

O tempo é um dos nossos maiores bens, chegar atrasado a um compromisso é um desrespeito, pois tomará o tempo da outra pessoa que chegou ao seu encontro pontualmente.

Pessoas bem educadas, que demonstram constante pontualidade, demonstram responsabilidade, estabilidade e que valorizam os outros. Como a dizer: eu lhe respeito e respeito seu tempo. Pontualidade demonstra competência, elegância e educação.

A maioria dos que se atrasam constantemente não vêem muito problema nisso. A não pontualidade demonstra que o atrasado é sempre vítima dos pequenos problemas do dia-a-dia e quase sempre revela uma pessoa desorganizada, instável, às vezes irresponsável, em quem não se pode confiar. Quando esta pessoa se atrasa, é como se dissesse: o meu tempo é mais importante que o seu.

E quando o atraso for inevitável? Neste caso, o contato com antecedência dando pelo menos uma satisfação do seu atraso é sempre muito educado. Mas mesmo assim, se você tiver que frequentemente se explicar, isso significa que não tem controle sobre seu tempo. Se os atrasos são uma constante na sua vida, será preciso uma reeducação comportamental, alterando atitudes e valores para entender que pontualidade significa respeito à outra pessoa. Afinal, quando se adota a antecedência necessária, não se chega atrasado a lugar algum.

No mundo corporativo é ainda mais importante, pois leva não só o seu nome mas também o da empresa onde trabalha. Com atrasos, o profissional e a empresa perdem credibilidade e a imagem de ambos fica prejudicada.

E como você enxerga a importância da pontualidade? Gostaria de saber a sua opinião. Deixe um comentário.

(Texto extraído do Blog do Gustavo Marson)

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