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Artigos 23 de abril de 2011 Mal é o nome que se dá à semente do bem. |
Karma negativo e karma positivo No Ocidente, temos uma visão muito distorcida a respeito do karma. Pudera! Esse conceito não é nosso, originalmente. Com toda aquela carga de culpa e pecado que cerca a cultura cristã, é compreensível que intepretemos o karma como algo forçosamente ruim, algo que temos de pagar com sofrimento. O marido faz algo desagradável e a mulher retruca contrariada: "Você é o meu karma!". Mas se numa outra ocasião o esposo traz flores, ela não diz, exultante: "Você é mesmo o meu karma!". Isso porque, para o ocidental, karma está necessariamente associado a algo negativo. Mas, na realidade, não é assim. Não existe karma bom ou karma ruim, assim como não existe fogo bom ou fogo mau. Nós assim os classificamos conforme suas conseqüências imediatas sejam convenientes para nós ou não o sejam. Diversas vezes aquilo que chamamos de karma ruim é algo que está criando as bases de algo muito bom no futuro. É como alguém que passe fome ou seja muito perseguido e, na hora, considere isso um mau karma. No entanto, com o passar do tempo essas desditas geram uma têmpera mais forte, que virá a ser bem útil, por um tempo bastante maior. Outro exemplo: Fulano chegou tarde e perdeu o avião. Ficou revoltado com a própria falta de sorte e blasfemou: "Maldito karma, esse meu. Perdi o vôo." Em seguida, o avião explode diante do seu olhar atônito, e ele só consegue balbuciar: "Bendito karma. Perdi o vôo e estou vivo". Afinal, o karma que o teria feito perder a aeronave, seria bom ou ruim? Depende da ótica. Na maior parte das vezes, não vemos o avião explodir, por isso continuamos a supor que o karma tenha sido mau. A única maneira de não gerar karma é atingir o nirbíja samádhi, pois ele consiste em uma total identificação com o Absoluto; e o Absoluto não contrai karma. Até então, respirou, gerou karma. A grande equação é gerar somente karma positivo, aquele que produz resultados que nos agradem. Extraído do livro Karma e Dharma, transforme sua vida, do Mestre DeRose |
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